Wednesday, March 28, 2007

Virgin






Prefiro não dizer mais nada...não quero estragar





para quem não percebe ou quer a solução, clique aqui..

Monday, March 12, 2007




Não me quero perder aqui em tretas demagógicas pondo em questão os valores e princípios da publicidade. Se é certo que a publicidade assenta sempre sobre um intuito directa ou indirectamente comercial, comunicar é inato no homem e nos produtos e ponto final. Se querem filosofia leiam os outros artigos.
Só queria partilhar com vocês duas publicidades brilhantes que tive a oportunidade de ver como espectador televisivo.
Optei por estas duas publicidades porque marcaram-me a primeira vez que as vi. Por ter sido no estrangeiro, não voltei a vê-las … até aparecer a magia do youtube.


Quilmes - O dia Osvaldo

A marca de cerveja consegue apropriar-se os valores da festa, da união, da amizade, do patriotismo, e conquista algo de raro nas marcas argentinas que são os valores adjacentes ao poder global do povo. Há uma unanimidade clara transmitida neste anúncio que concentra a alegria e a festa de um povo, apenas um ano depois da enorme crise política, económica e social que atravessou o país. A TBWA está de parabéns.

A Volkswagen - Some Things Are Best Left Alone

O meu anúncio favorito por tudo que ele transmite. Faz do GOLF uma lenda, uma referência, um mito sagrado ao qual não se deve tocar. Música, imagens, ideia, conceito, ..está perfeito




Tuesday, February 27, 2007










A actual Televisão portuguesa não facilita a vida dos anunciantes.
Os meios estão hoje cada vez mais virados pela segmentação, e a televisão portuguesa, expoente máximo de educação do país, anda, como o seu povo em contra-mão.
O CRM e Buzz Marketing são hoje ferramentas muito mais baratas e eficazes sendo claro que cada caso tem a sua particularidade, não fazendo desta afirmação uma verdade absoluta.


A televisão portuguesa, gira a volta de telenovelas e esqueceu-se da sua responsabilidade social. A falta de talk-shows e de programas promovendo cultura portuguesa acaba por criar um ciclo-vicioso que vai matando aos poucos os neurónios da população. Se um (bom) cantor não pode promover o seu disco, um realizador o seu filme, um actor o seu trabalho, um escritor o seu livro, e um criador a sua invenção, a médio/longo prazo, só teremos música pimpa, cinema de série z, livros-lixo e invenções de segunda. A informação é a base de qualquer fim, e para pesquisar, criar, realizar, é preciso meios e dinheiro. Se o nosso mercado já é pequeno, a televisão portuguesa, principal meio educacional do país, torna-o ainda mais pequeno.
A nossa televisão é pimba. Só podíamos ter música e cinema pimba. Se a massificação da qualidade é utópica, há que tentar aproximar-se dela e dar um novo rumo ao panorama audiovisual português.


Não sou ingénuo e sei bem que a privatização das televisões exige retornos financeiros. Apostar em telenovelas e um meio fácil para chegar a um fim hoje em dia complicado: o lucro. As audiências são significativas e os preços dos espaços publicitários, apesar de uma ligeira “crise”, mantém-se altamente lucrativos. Mas aguardo com ansiedade ver um canal privado arriscar, ensinando o povo português a gostar de outras coisas. Porque é mesmo de ensino e de risco que se trata. O Homem é um animal de hábitos, muito difíceis de domar. A RTP, apostou recentemente e com sucesso nos gatos fedorentos, apresentando um formato diferente mas totalmente banalizado no estrangeiro. A televisão por cabo é hoje a única solução para o anunciante segmentar a sua comunicação, e atingir quem ele deseja via televisão.


Ainda é possível comunicar na televisão generalista, e bem … mas os resultados vão perdendo eficiência e o YouTube não veio para ajudar o meio até hoje mais popular.
Anunciar num banner do YouTube permite a uma marca segmentar via critérios Geográficos, (nomeadamente anúnciando consoante o IP), Demográficos, Psicográficos, e Comportamentais. A Goodyear e a Nike preferem hoje apostar em divulgar nos seus websites filmes de grande produção, sabendo que o YouTube e outros sites de diferentes comunidades prolongarão a difusão dando ao filme uma nova vida. É o buzz a funcionar … e a mensagem espalha-se gratuitamente como uma mancha de óleo, criando a volta da marca valores positivos promovidos pelos próprios consumidores. Este fenómeno é internacional, não sendo só a televisão portuguesa a recear o futuro.

Neste quadro gentilmente cedido pelo meu professor Ricardo Clemente da Ogily One, podemos concluir que o poder de escolha e de controlo das pessoas aumentou, sendo os novos meios de comunicação muito mais “democráticos”.





Chegou a era do Tivo. Ferramenta totalmente revolucionária, o Tivo é um DVR (Digital Video Recorder) que grava qualquer programa permitindo ao sua utilizador criar uma videoteca personalizada. O principal significado do aparelho, que o distingue dos VCRs é a possibilidade de detecção e exclusão da publicidade que acompanha os programas veiculados pela TV comercial, dessa forma transformando o formato original do produto audio visual que será assistido pelo usuário.
A empresa actualiza um banco de dados de programas disponíveis ao usuário em função de sua localização e dos serviços de cabo / satélite utilizados, o que permite ao usuário especificar quais programas gravar por hora, título, ou combinações de género, actores, directores, etc.
E como se não bastasse, o Tivo expande os seus serviços ao Ipod e a PSP.

Resumindo e concluindo, face ao panorama actual do marketing e publicidade á nível internacional (e já nacional), a televisão e especialmente a portuguesa, tem que entrar numa nova era arriscando e ensinando os seus telespectadores a gostar de programas novos e criativos de forma a não ficar dependente da massificação da estupidez actual.

Thursday, November 30, 2006










Hoje, decidi fazer psicologia barata. Quero aproveitar este texto (e este blogue) para exibir os meus pensamentos e relatar uma teoria que pode nao possuir um carácter inovador, mas que tem o mérito de nos atingir a todos (espero eu).

Mercado Meio envolvente Segmentação Alvo Posicionamento Objectivos Ciclo de vida Marca Produto Jingle Logo Embalagem Qualidade Análise SWOT BCG ADL MC Kinsey Preço Distribuição Comunicação Valores e emoções CRM Redes Fidelidade Business Intelligence Base de dados Informação DataWarehouse Sistema de apoio a decisão Pessoas Processos Marketing

O que é válido para produtos e serviços também é válido para cada um de nós.
Será que o ser humanos, ao longo da sua vida, não segmenta o mercado, não foca um alvo bem definido e não assume um posicionamento (nem sempre coerente) ?

Sexo oposto (depende…), amigos, patrão e diferentes públicos = Mercado e consequente Segmentação.
Sendo que o alvo varia constantemente.
Postura, gestos, atitudes reflectidas etc. = Posicionamento (de comunicação ou não)

Além de termos um ciclo de vida mais que evidente, o nosso ser, no seu todo, cria valores e emoções a nossa volta dos quais nasce a nossa marca.
A maioria de nós representa uma marca local, sendo os mais mediáticos, marcas globais. Os esquizofrénicos são, acho eu, o único caso de marca umbrella.


Voz = Jingle
Cara = Logo
Corpo = Embalagem
Roupa = Embalagem secundária
Conhecimento real = Qualidade
Conhecimento bem falsificado = Qualidade e as vezes vantagem competitiva

Cada um de nós pode fazer a sua análise SWOT, ABC e se tiver dados, BCG, ADL e MC Kinsey.

Todos temos um valor (preço), uma vida de leituras, risos, tristezas, experiências visuais, auditivas, olfactivas, gostos... e isso, consoante o crescimento de cada um e a posta em prática de ideias resultando dessa experiência toda …tem um valor justo ou injusto consoante a verdade que transmitimos seja ela pura ou falsificada (ter uma postura convincentemente confiante sem sê-lo, por exemplo).

As pernas, o carro e até o telemóvel e a Internet são os nossos principais canais de distribuição, sendo a língua o nosso principal meio de comunicação.
Como já fiz referência mais acima, temos a nossa embalagem, a nossa postura, as nossas opiniões, as nossas ideias (as partilhadas e mal escondidas), o nosso rosto, as nossas expressões, tudo em nós comunica, tangível ou não, e só exteriorizamos estrategicamente no nosso subconsciente o que queremos deixar transparecer. É claro que uns conhecem-se e “gerem-se” melhor que outros, sabendo recuar e tomar balanço sobre eles, agindo da melhor forma.
Há que saber gerir o seu posicionamento, e como nos produtos, há que saber assumi-lo para que não seja o “mercado” a escolhê-lo por nós e não termos que gastar tudo em comunicação para dar a volta.

Como é evidente, temos o cuidado de comunicar de forma diferente consoante as pessoas, seja homem ou mulher, patrão ou colega, professor ou aluno …e isto é CRM.


O business intelligence alia-se ao nosso cérebro. A nossa mente gere uma espécie de base de dados, recolhendo pormenores (ou não) do nosso dia-a-dia, onde processamos informação em micro-segundos que o nosso subconsciente analisa minuciosamente (no equivalente do nosso datawarehouse) e decide influenciar os nossos actos. Resumindo este nosso sistema de apoio a decisão justifica como comunicamos individualmente para cada pessoa.
No marketing e na vida, há que saber gerir pessoas e processos de forma a facilitar a nossa existência e atingirmos objectivos bem definidos. Tudo e todos tem o intuído de criar redes e clima de fidelidade.

Os mais fechados, dificilmente tomarão o balanço necessário sobre eles, para perceber o que realmente são (ou somos) e argumentarão dizendo “eu sou muito verdadeiro e sincero, sou muito espontâneo, e então isto a mim, não se aplica”. Mas aplica-se a todos, porque somos todos iguais e não há mal nenhum nisso. É o nosso subconsciente que gere essa informação e actua consoante o “mercado” e o meio envolvente de cada um de nós. Pensar e agir não é ser falso, premeditado e maldoso. As boas pessoas também pensam, analisam, e actuam na vida de forma a confirmar o posicionamento delas. Não há mal nenhum em pensar e ser estratego, porque é a essência do marketing.
A afirmação é polémica, mas acho que só posso concluir que somos marketing. Calma. Não estou a insultar ninguém, porque ser marketing é uma gestão pessoal com ou sem maldade, que resulta dos nossos pensamentos. E pensar, é inato … agir deliberadamente mal é que não.

Wednesday, November 29, 2006




É sem dúvida mais fácil explicar a uma criança de 4 anos os pormenores da lei da relatividade do que definir e transmitir uma óptica de marketing ao estereótipo típico do empresário português.

As definições de marketing são demasiado vagas e na maioria dos casos incompletas. Ao longo do meu percurso académico, foi-me repetido umas 875493014 vezes que o Marketing é um ciência de gestão que tem por objectivo responder às necessidades do mercado (ou criá-las) guardando sempre em mente um controlo dos custos e criando sempre a volta da Empresa/produto/serviços/marcas/ um clima favorável. Concordo! Mas se o marketing fosse “só” isso, os marketeers (marqueteiros, para o milhões de bloguistas brasileiros que consultam diariamente esta página) estariam salvos de muito trabalho e poupariam o que nos é de mais caro hoje, … tempo e dinheiro.

Minha noção de marketing mudou muito recentemente quando fui confrontado perante uma definição que uns marketeers espanhóis ensinaram ao meu formador Dr. Rui Martins, definição essa, que ele me transmitiu como um mestre japonês transmite a sua sabedoria ao seu disciplo recém-ninja licenciado.

“O marketing é a ciência que regula os contratos”


Gostei! demasiado poetico, mas é uma definição muito interessante.

Acabaram-se as definições intermináveis que “falam, falam, falam, e não dizem nada”.
Um provérbio francês questiona ironicamente um vício que todos temos dizendo “porquê fazer simples se podemos complicar”.
O marketing é tudo, e tudo é marketing. Tudo comunica e tudo são contratos, formais ou informais onde "vendemos" constantemente algo,tangível ou não, útil ou emotivo, sendo o marketing a ferramenta que regulamenta o processo. Claro que para perceber esta definição, é fundamental ter uma óptica de marketing e entender que tudo está constantemente em diálogo comunicando algo, voluntariamente ou não, "vendendo" e "comprando" opiniões e emoções a cada momento.





Não sou designer, e a minha opinião baseia-se unicamente na minha experiência visual e nas 6 aulas de semiótica durante as quais não adormeci, mas a quem critique o novo logo do IPL por ser “um simples circulo com um pontinho”, respondo que ele transmite graficamente o posicionamento da nossa escola e consegue representar de forma sucinta valores como dinamismo, futuro, solidez e competência. O logo procura afirmar um território de saber, virado para o mundo profissional e a investigação científica, com uma forma intemporal, simples e afirmativa. A agência tentou arquitectar uma identidade que seja por si só um factor de posicionamento e sedução.

Esta nova imagem corporativa Contribuirá para o fortalecimento da marca e da chancelaria do IPL e todos ganharão com isso.

Mas a crítica é uma arte, e há que ser justo na sua elaboração. Ao “oferecer” 15 000 euros (os outros 30 000 foram gastos na implementação) á Agência Foote Cone & Belding (FCB para os íntimos), por um processo criativo, a nossa querida escola acaba por não apostar no seu trabalho, sabendo que forma anualmente designers na Escola Superior de Artes e Design das Caldas.
Não teria mais lógica abrir um concurso a esses alunos?! Tudo comunica e esta decisão não foge a regra. Ao não apostar na sua própria formação, o IPL acaba por “auto-mutilar-se”, reconhecendo uma falta de confiança nos alunos que forma.

Será que a explicação é outra? Será que facturar algo de intangível pode resultar em negócios mais escuros?

Não sei, nem quero saber, mas queria dar os parabéns a quem caricaturou o logo (Alunos da ISEL, de CSEM, salvo erro), porque é o tipo de ideia que qualquer um de nós gostaria de ter tido.